EXAME TRANSOPERATÓRIO DE CONGELAÇÃO

Saiba mais informações sobre o Exame Transoperaótio de Congelação

O QUE É O EXAME DE CONGELAÇÃO?

Exame de congelação, também chamado de exame transoperatório, consiste na análise anatomopatológica rápida realizada durante o ato cirúrgico. Neste exame, que é um exame preliminar, o patologista examina o material retirado do paciente pelo cirurgião e fornece um diagnóstico imediato, ainda com o paciente anestesiado.

Ele tem este nome porque o material retirado é congelado com nitrogênio líquido e colocado em um equipamento chamado criostato, que é um micrótomo refrigerado. Este resfriamento permite que sejam feitos cortes finos do tecido. Após, os cortes são colocados nas lâminas e passam por uma bateria de coloração rápida. Às vezes, dependendo do material, são feitas lâminas de citologia também, com a raspagem da lesão, que vão servir para complementar o diagnóstico anatomopatológico.

Serve para que o cirurgião possa modificar sua conduta cirúrgica, complementar com uma ampliação de margem de ressecção inicial, realizar cirurgia radical ou certificar-se de que o material retirado é adequado para posterior análise convencional em parafina.

Quem realiza o exame é o médico patologista, o qual é avisado com antecedência sobre o dia, horário, local e tipo de cirurgia, já que esta é eletiva. Quem solicita o exame é o cirurgião responsável.

O exame é realizado numa sala preparada para tal, que fica localizada dentro do bloco cirúrgico, assim cirurgião e patologista podem ter contato e troca de informações sobre o caso e sobre o material retirado.

As indicações são:

1.1- Verificação de benignidade ou malignidade para uma conduta cirúrgica mais adequada (exemplo: nódulos de mama, de tireoide, tumores de ovário)

1.2- Verificação da presença ou ausência de metástases para linfonodos sentinelas (exemplo: carcinomas de mama e melanomas);

1.3-Verificação de margens de ressecção de uma neoplasia (exemplo: tumores de mama ou de pele);

1.4- Verificação se o material colhido por métodos menos agressivos é suficiente para exame anatomopatológico em parafina, realizado posteriormente (exemplo: biópsias de lesões mediastinais)

O material retirado do paciente durante o procedimento cirúrgico é encaminhado ao patologista que já está aguardando no bloco cirúrgico. O patologista mede, descreve o material e retira um pedaço ou usa toda a peça, no caso de ser muito pequena. Coloca num tubo de nitrogênio líquido e, após congelar, coloca no criostato para fazer os devidos cortes. Depois o corte é colocado na lâmina e esta passa por uma bateria de corantes. Após este processo o patologista observa o caso no microscópio. O resultado é levado ao cirurgião pelo próprio patologista para que ele decida a conduta a ser tomada. Se houver necessidade o cirurgião tira um novo material, amplia a margem, muda a cirurgia ou a encerra.

O tempo depende muito do tipo de cirurgia, podendo variar de 30 minutos a 1 hora aproximadamente.

As limitações são muitas vezes relacionadas com a técnica, uma vez que o método e o tamanho da peça dificultam o diagnóstico. O patologista poderá não chegar a uma conclusão definitiva, solicitando que o cirurgião aguarde o resultado em parafina. Pode ser também que o patologista chegue a uma conclusão parcial (se maligno ou benigno) e, então, ele pede para aguardar a parafina para a definição do tipo histológico.

Porque o laudo definitivo só será dado após a análise convencional do material, ou seja, do exame anatomopatológico convencional. Neste, o patologista fará a análise em Anatomopatológica convencional do material congelado, juntamente com o restante da peça cirúrgica enviada posteriormente.